BLOG DE ADRIANO


8 RAZÕES PARA GOSTAR DE FUTEBOL

 

Porque a bola é redonda.

Porque o jogo só acaba quando o juiz apita.

Porque do pescoço pra baixo é tudo canela.

Porque eu vi Alberi jogar.

Porque gol é gozo.

Porque tínhamos um Motoradio de 6 faixas que pegava a Rádio Globo Rio.

Porque a palavra ludopédio é linda.

Porque a palavra balípodo, também.



Escrito por adriano às 01h52
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Menas, pessoal; menas

Do DN On Line, com todas as tintas do jornalismo que aqui se passa por cultural:

"O Rio Grande do Norte é pródigo em cineastas brilhantes que foram afastados do reconhecimento nacional pelos descaminhos do destino."



Escrito por adriano às 11h21
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




É meeeeeu! Tudo meeeeeeeeeeeeu!

Começou a fritura do novo condestável do socialismo cucurbitáceo, o consultor Getúlio Apolinário.

O óleo fervente escorre do noticiário e, com temperatura ainda mais alta, de algumas das principais bancadas do colunismo político, cada qual afinada com os interesses (internos e externos ao Governo) do seu cada-qual.

O ponto de convergência desses interesses (antagônicos nos embates intestinos do socialismo) é a preservação do território comunal de caça, o que depende, é óbvio, da manutenção irrestrita da atual nomenklatura.



Escrito por adriano às 10h50
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Banquete dos mendignos

E como este blog também é cultura, vamos falar de poesia, que, aqui, tem até dia, hora, local e bedel pra dizer quem pode e quem não pode comer com os cães. É a única efeméride nacional que é meramente local. Culpa do calendário, decerto. Certo é que Mário Ivo Dantas Cavalcanti sabe o que faz quando trata a xutos e pontapés o tal dia, a tal poesia, os tais poetas e mais aqueles filhos-da-puta que, se não for um deles, você sabe muito bem quais são. Aproveite a canja. É hoje só.

Escrito por adriano às 10h18
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




A poesia e o seu dia / Por Mário Ivo Dantas Cavalcanti

Senhores.

O dia amanheceu com as costumeiras nuvens, o mesmo sol de ontem e a ressaca eterna do dia póstumo. Se o bonde não dobrou a esquina na mesma hora usual é porque nem bonde nem motorneiro existem mais. As filas continuaram a formar-se, como diariamente, numa intermitência sem descanso, o pão teimou em sair quentinho dos fornos, os jornais foram distribuídos e vendidos a um real e cinqüenta, um real e vinte cinco, para os poucos que lêem, o médico insuspeito vestiu seu jaleco alvo e atendeu a romaria de malsãos, o sinal continuou fechado enquanto o perpendicular esverdeava. O papa apareceu nos telejornais praguejando contra o segundo casamento. Os pardais desceram dos céus, alheios a benções e aspersões, em sua algazarra habitual. O que importa é a briga pelo maná, seja lá de onde venha. Triste, o mar despejou suas ondas contra a praia.

No entanto, eis que nos chegam as boas novas: em comunhão estreita com as hienas, o poder público chama seus fiéis ao congraçamento da vulgaridade. Reza o calendário oficial, hoje é o dia da poesia. Então, de joelhos, oremos. E agradecemos, de mãos postas, a broa nossa de cada dia quatorze, quando, de ano em ano, o tempo do sol cumprir a termo sei lá que rota espacial, a municipalidade reparte as migalhas com os pombos, enquanto os pardais aguardam, os biquinhos pardos tremelicando. E tome festa e pegue show e brilhe o espetáculo e ressaltem-se os discursos na voz tonitruante dos oficiais de plantão e nos apupos da platéia infernal. Pois é no inferno, já apregoava Sartre, que descansam os outros, bem antes de Santoro embarcar para a ilha de Lost.

E viva! Hoje é dia da moçada comer brioches. Nada de pãozinho francês mal-dormido. Passa a geléia de morangos silvestres, sivuplé. O suco de mangabas silvestres está uma loucura. A poetisa, indecisa entre ser musa ou ativa, já retirou o vestido do cabide, passado a ferro de engomar, já retocou maquiagem e batom.

O apocalíptico já ensaiou seu discurso radical, requentando-o em fogo brando, porque foi contemplado com uns tostões no ano que passou e não fica bem exagerar no inflamável. O homem com uma câmera na mão e mais idéias na cabeça que certos miriápodes têm de pés já engatou seu silêncio blasé, e mesmo sem lágrimas a segredar, sacou do bolso da calça as lentes escuras com que realça sua persona greco-bahiana. O chefão acordou indisposto, ouviu chateado o assessor preparar-lhe o espírito e as palavras escolhidas com pinça edulcorada para serem ditas logo mais, entredentes, entre sorrisos amarelados, entre aquela massa mal-vestida, mal-cheirosa, mal-humana, mas, enfim, com direito a voto digital.

Abram os jornais de hoje, senhores. Os versinhos, decassílabos, poliédricos, modernos, abstratos, estão todos lá. Hoje é dia de espanar os restos mortais de Othoniel Menezes e Ferreira Itajubá. E por que diabos fui falar em Itajubá? Deve ser a praga do castelão endiabrado, o pároco da capela sixteena. Pois não é que nem sepultura o Manuel Virgílio teve? Seus ossos andaram pela casa de Henrique Castriciano assombrando o empregado Ambrósio, vulgo Inselência, que dizia ouvir versos e cantorias.

A informação é de Cascudo, como não poderia ser diferente: para apaziguar o medroso secretário, Castriciano levou os ossos do poeta, que já tinham feito a travessia Rio-Natal naquele distante 1915, para a Igreja do Bom Jesus, onde, tempos depois e por falta de espaço, o padre sepultou-os junto a outros anônimos numa fossa não menos anônima, consagrando, sem saber e querer, o destino eterno da tão festejada poesia potiguar.



Escrito por adriano às 10h09
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Lá em nós

“Tô aqui tirando um poeta renitente”, diz o velho sapateiro, enquanto cavouca, com a ponta do trinchete, o bicho-de-pé.

Escrito por adriano às 09h52
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


 
Histórico
    Outros sites
      Domínio Público
      IMDb
      Observatório da Imprensa
      Sopão do Tião
      Blog de Ailton Medeiros
      Substantivo Plural
      Sanatório da Imprensa
      Blog de Thaisa Galvão
      Blog de Rubens Lemos
      Blog de Carlos Magno Araújo
      Blog de Diógenes Dantas
      Panorama Político
      Blog de Cassiano Arruda
      Blog de Paulo Tarcísio
      Blog de Osair Vasconcelos
      Blog de Bené Chaves



    O que é isto?